APRESENTAÇÃO

Passados que estão vinte anos da fundação da Federação Portuguesa de Espeleologia (FPE) e do Espeleo-Clube de Lisboa (Estremadura e Ribatejo), os desafios que se colocam à comunidade espeleológica não são, por ventura, muito diferentes dos identificados à data da sua criação. Antes sim, inflacionados. O "Portugal Espeleológico" caminhou, tal como se previa, no sentido do que ocorreu no Centro da Europa no decurso do "pós-guerra". O desenvolvimento do país rural, ao qual a humanização das regiões cársicas não é estranha, acarretou maiores pressões ambientais. A exploração e uso estratégico dos recursos naturais deu origem ao aparecimento de novos utilizadores do património e assim novos nichos de mercado foram criados.

Na história da Espeleologia Portuguesa nunca, como neste período, a comunidade espeleológica dispôs de tantos meios para o aprofundamento do conhecimento. Mas, será que a produção de informação acompanhou, na mesma proporção, a facilidade do acesso à tecnologia?:

 

Por seu turno outras questões se colocam!

Que participação e envolvimento deve ter, de forma activa, a comunidade espeleológica no estabelecimento de estratégias e desenvolvimento de políticas adequadas no domínio do ordenamento e da gestão do território?

Seremos, ou deveremos assumir-nos como parceiros institucionais?

Como devem os espeleólogos assumir e exercer a sua cidadania?

Que fazer com o conceito de uso sustentável do meio cavernícola?

Qual deve ser o perfil dos utilizadores e que alterações nos modelos de formação devem ser implementadas?

Que lugar deve de ter quem produz informação e quem dela beneficia - explorar, estudar ou simplesmente visitar?

Que valor atribuir à informação produzida?

Que relações estabelecer com a comunidade Internacional?

Qual o contributo que podemos dar para a valorização do património espeleológico Global?...


As grutas são parte integrante da geodiversidade, são igualmente suporte da biodiversidade e a água é um recurso estruturante! Muitos dos maiores reservatórios de água doce subterrânea, à escala planetária, são aquíferos cársicos.

 

Os espeleólogos são observadores, exploradores e investigadores privilegiados na sua quantificação e qualificação, cabendo-lhes igualmente o dever de se assumirem como um dos seus principais veículos de valorização.

 

Assim sendo, desde já o convidamos a participar no 5º Congresso Nacional de Espeleologia que se realizará em Alcanena de 6 a 9 de Dezembro de 2007.

A Comissão Organizadora




FPE - Federação Portuguesa de Espeleologiaum evento
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ECLER - Espeleo Clube de Lisboa, Estremadura e Ribatejo Apoios Institutionais:
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