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Meeting de Progressão Vertical em Espeleologia
5.º Congresso Nacional de Espeleologia
Alcanena,
Portugal
A Federação Portuguesa de Espeleologia (FPE) pretende abrir novas vias
de promoção e divulgação da espeleologia, bem como procurar novas
fontes para a obtenção de recursos. À semelhança de outros países,
as vertentes desportivas de competição associadas à actividade
espeleológica têm tido uma boa aceitação entre espeleólogos,
atletas, público em geral e entidades oficiais. Por outro lado,
segundo a legislação, é necessário desenvolver actividades de
competição para dotar a FPE de um estatuto de federação desportiva.
A espeleologia dificilmente pode ser considerada de competitiva.
Contudo, através das técnicas convencionais criou-se um conjunto de
modalidades de competição desportiva, dirigidas a avaliar a
velocidade, a resistência e a técnica dos atletas, que terão lugar
preferencialmente em instalações artificiais e sempre à vista do
público, de forma a garantir o mais profundo respeito pelo entorno
natural espeleológico.
Os eventos organizados no âmbito das competições podem ainda ser
aproveitados para realizar actividades paralelas como conferências,
demonstrações práticas, promoção do ensino, divulgação de publicações, entre
outras:
É neste contexto que surge o Meeting de Progressão Vertical em
Espeleologia enquadrado no programa do 5.º Congresso Nacional de
Espeleologia.
Regulamento da Competição
Introdução
O presente Regulamento foi especificamente redigido para ser
aplicado no Meeting de Progressão Vertical em Espeleologia do 5.º
Congresso Nacional de Espeleologia. Este é baseado no Regulamento de
Competição criado para os Jogos Mundiais Sevilha 2006, tendo sido
aprovado pela União Internacional de Espeleologia (UIS). A submissão
da inscrição neste Meeting pressupõe a aceitação das regras
descritas neste Regulamento.
CAPÍTULO I - Comité de Arbitragem
Art. 1 - O Comité de Arbitragem é composto pelo Director da
Competição e pelos Directores Técnicos designados pela Comissão
Desportiva da FPE:
a) Miguel Pessoa (Director da Competição)
b) José Júlio Coelho (Director Técnico)
c) Sérgio Medeiros (Director Técnico)
Art. 2 - Competências:
a) Seleccionar as instalações;
b) Monitorizar a montagem dos equipamentos;
c) Organizar a segurança;
d) Zelar pelo cumprimento das regras da competição, interpretá-las e
intervir no decorrer da prova caso julgue necessário;
e) Arbitrar as provas anotando as faltas estipuladas no regulamento;
f) Aprovar e divulgar os resultados.
CAPÍTULO II - Participantes
Art. 3 - Podem participar no Meeting de Progressão Vertical em
Espeleologia do 5.º Congresso Nacional de Espeleologia todos os
espeleólogos, maiores de 16 anos, com seguro federativo e, pelo
menos, curso de iniciação à espeleologia (Nível II). Os
participantes terão ainda que ser admitidos pelo Comité de
Arbitragem. Os menores de idade deverão apresentar a correspondente
autorização paterna.
Art. 4 - Estabelecem-se as modalidades em função do sexo dos
participantes.
CAPÍTULO III - Material individual
Art. 5 - Cada atleta poderá eleger livremente o seu próprio material
de progressão vertical e segurança desde que se encontre devidamente
homologado. Está expressamente proibida a utilização de protótipos,
tais como adaptações de equipamento. Os elementos mecânicos deverão
ser accionados unicamente por meios humanos.
Art. 6 - Equipamento individual mínimo:
a) Capacete;
b) Arnês tipo espeleologia, fechado por maillon delta ou semilunar;
c) Arnês de peito ou torse;
d) Longes de segurança, pré-fabricadas ainda sem norma, ou
construídas de corda dinâmica nunca inferior a 9 mm;
e) Descensor e bloqueadores.
CAPÍTULO IV - Modalidades
Art. 7 - O meeting terá as seguintes modalidades:
a) Velocidade - consiste em percorrer uma distância de 30 metros de
corda num circuito sem fim, no menor tempo possível;
b) Resistência - consiste em percorrer uma distância de 120 metros
de corda num circuito sem fim, no menor tempo possível;
c) Circuito - consiste em percorrer um circuito de progressão
vertical em parede, no menor tempo possível.
Art. 8 - Normas para as provas de velocidade e resistência:
a) Para progredir na corda deve ser utilizada exclusivamente a
técnica europeia (Sistema ‘DED’) fazendo uso de bloqueador ventral e
de punho bloqueador.
b) A disposição dos circuitos sem fim é conforme ilustrada no Anexo
I;
c) Cada competidor deve eleger a sua equipa auxiliar formada com um
mínimo de dois assistentes encarregados de libertar a corda e
recuperá-la; caso o competidor não tenha equipa auxiliar deverá
avisar o Comité de Arbitragem no momento de inscrição, para que este
possa disponibilizar assistentes formados para o efeito; a
organização não poderá ser responsabilizada pela actuação da equipa
de assistentes;
d) O árbitro verifica se o atleta está correctamente posicionado na
marca de saída e dá a ordem se saída;
e) A prova termina quando o atleta alcança a marca de chegada com um
dos seus bloqueadores;
f) Tempos máximos para desclassificação numa prova:
MODALIDADE TEMPO MÁXIMO (min)
Masculino Feminino
Velocidade 3 4
Resistência 12 15
g) Para não prolongar a duração da prova, os atletas que superarem
os tempos máximos estabelecidos serão desclassificados;
h) Número de apurados para a final de cada modalidade:
MODALIDADE MELHORES CLASSIFICADOS
Masculino Feminino
Velocidade 8 8
Resistência 8 8
i) A classificação da prova será estabelecida em função dos tempos,
ordenados do maior para o menor; o vencedor é aquele que complete a
prova no menor tempo possível;
j) Normas específicas para a prova de velocidade: a corda não terá
um comprimento inferior a 60 m e um diâmetro inferior a 10 mm; a
corda estará marcada no início e no final dos 30 m, bem como aos 15
m, para indicar metade da prova;
k) Normas específicas para a prova de resistência: a corda não terá
um comprimento inferior a 150 m e um diâmetro inferior a 10 mm; a
corda estará marcada no início e no final dos 30 m, bem como aos 30
m, 60 m e 90 m.
Art. 9 - Normas para a prova de circuito de progressão vertical:
a) Durante a prova de circuito de progressão vertical é obrigatório
utilizar o material descrito no Capítulo III;
b) Circuito de eliminatória: desenvolve-se num circuito de 40 m a 60
m, com no mínimo, três fraccionamentos, um corrimão de acesso, uma
tirolesa e uma descida guiada;
c) Circuito da final: desenvolve-se num circuito de 50 m a 70 m, com
no mínimo, quatro fraccionamentos, um nó, um corrimão de acesso, uma
tirolesa e uma descida guiada;
d) Descrição da prova:
(i) Posição de saída - o atleta deve situar-se junto à corda, sem
lhe tocar, com o material de progressão fechado (bloqueadores e
descensor);
(ii) O árbitro dá a partida com um sinal sonoro e accionando o
cronómetro;
(iii) A prova termina quando o atleta tiver completado o circuito na
sua totalidade, depois de deixar a corda livre e o material de
progressão fechado (bloqueadores e descensor).
e) Sistema de pontuação:
(i) Cada atleta obterá uma nota de 0 a 10 pontos repartidos da
seguinte forma: um máximo de 8 pontos pela correcta execução técnica
das manobras e um máximo de 2 pontos pelo tempo obtido;
(ii) Pontuação para a execução técnica das manobras: aos 8 pontos
são descontadas as penalizações aplicadas pelos árbitros obtendo-se
assim a nota técnica;
(iii) Normas obrigatórias: ao fraccionar, na descida ou na subida, é
obrigatório assegurar-se ao mosquetão; é proibido modificar a
instalação; na passagem de nós é obrigatório assegurar-se aos
mesmos; à passagem de fraccionamentos na subida é obrigatório deixar
os mosquetões na posição correcta; são consideradas faltas as
situações descritas no Anexo II;
(iv) Pontuação para o tempo de execução do circuito: obter-se-á um
máximo de 2 pontos a somar à nota técnica; calcula-se aplicando uma
escala obtida pela ponderação dos 2 pontos, que é o máximo possível,
repartidos entre o intervalo de tempo que se obtém entre o maior
tempo e o menor tempo; o tempo máximo a calcular para a
classificação será o equivalente a 150% do tempo mínimo conseguido,
no caso de algum atleta exceder os 150%; no caso de nenhum atleta
exceder os 150% do menor tempo, no cálculo será utilizado para
efeitos de tempo máximo o maior tempo;
f) Normas de segurança: nas manobras é obrigatório utilizar o
material individual, sendo expressamente proibidas as passagens em
livre; nos descensores é obrigatória a sua utilização segundo a
indicação do fabricante; deve ser feita uma utilização correcta dos
elementos de segurança (p.e. cintas do capacete devidamente
fechadas); o incumprimento destas normas de segurança implica a
eliminação automática da prova;
g) Desvio ao itinerário do circuito: não haverá penalização
adicional, uma vez que não se trata de uma falha técnica, mas sim de
um engano; nestes casos, o árbitro deve indicar a rectificação da
manobra que já supõe por si uma penalização suficiente;
h) Tempos máximos para desclassificação numa prova:
MODALIDADE TEMPO MÁXIMO (min)
Masculino Feminino
Velocidade 15 18
i) Para não prolongar a duração da prova, os atletas que superarem
os tempos máximos estabelecidos serão desclassificados;
j) Número de apurados para a final:
MODALIDADE MELHORES CLASSIFICADOS
Masculino Feminino
Velocidade 8 8
i) A classificação da prova será estabelecida em função das
pontuações obtidas, ordenados do maior para o menor; em caso de
empate é feita uma repetição da prova para desempate; o vencedor é
aquele que complete a prova com maior pontuação;
ANEXO I - Configuração dos circuitos sem fim


ANEXO II - Faltas e sua penalização
Faltas
a) Falta muito graves:
- Montar e utilizar incorrectamente o descensor;
- Não fazer uso correcto da instalação;
- Não se assegurar ao acesso a uma cabeceira;
- Modificar a instalação de um desviador;
- Remover da corda o material de progressão;
- Ficar suspenso por um só bloqueador, sem contar com uma segurança
adicional.
b) Faltas graves:
- Tirar a corda do mosquetão de instalação;
- Abrir acidentalmente os mosquetões;
- Soltar a corda da mão sem o descensor estar bloqueado;
- Na passagem de um pêndulo na subida, não tirar a tensão do
bloqueador ventral antes de soltar a longe.
c) Faltas leves:
- Não se assegurar ao mosquetão do fraccionamento;
- Não se assegurar ao mosquetão da cabeceira de um corrimão de
acesso aquando da descida;
- Deixar as longes soltas;
- Deixar o material abandonado;
- Pisar a corda;
- Deixar os bloqueadores ou o descensor abertos.
Penalizações
TIPO DE FALTA PENALIZAÇÃO
Muito grave 0,8 pontos
Grave 0,3 pontos
Leve 0,1 pontos (Descarregar
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